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Os Orixás

Os Orixás são Forças Primordiais da Natureza Divina

Esse conhecimento chegou ao Brasil através dos homens e mulheres da raça negra que foram trazidos da África e escravizados no nosso país. Entre eles haviam reis e rainhas, príncipes e princesas, sacerdotes e sacerdotisas detentores do conhecimento e da magia dos Orixás.

Embora os Orixás sejam Forças Primordiais emanadas de Olodumaré (Deus) e regentes dos 4 Elementos da Natureza, Fogo, Terra, Água e Ar, foram associados aos ancestrais africanos, que foram divinizados através dos mitos, e que retratam a grande saga humana no nosso planeta Terra através do tempo desde o início da Criação.
Na sua forma arquetípica regem nossa existência e personalidade e enquanto Forças Espirituais são Entidades que respondem aos trabalhos magísticos, ritos e invocações.

A Religiosidade Afro-brasileira

No Brasil se deu o surgimento de uma religião que foi o conjunto de conhecimentos de sacerdotes das diversas etnias que foram escravizados e uniram suas práticas e formas de Culto aos Orixás em um rito comum a todos. Surgia assim o Candomblé, primeira religião afro-brasileira, cujo culto, para não ser descoberto e reprimido pelos seus algozes, foi disfarçado em culto aos Santos católicos, dando assim origem ao sincretismo.

Com o passar dos anos e com a abolição da escravatura, somado ao fato do Brasil ser um país rico em imigrantes de diversas culturas, nosso país tornou-se um solo fértil para uma efervescência religiosa e espiritual peculiar, de grande diversidade, onde o intercâmbio cultural do negro com o branco, veio a produzir novas religiosidades de matriz afro-brasileira, como por exemplo, a Umbanda.

Formas de comunicação e manifestação dos Orixás

De uma forma geral, nas sessões das religiões de matriz afro-brasileira trabalha-se com o transe de incorporação, onde os médiuns recebem entidades associadas às Forças da Natureza (os Orixás). São os caboclos e encantados das Falanges dos Orixás, que, acredita-se, não baixam no médium que não teria capacidade de resistir a tamanha Força.

Outra forma de comunicar-se com os Orixás é através dos Ebós, que são oferendas para as Entidades compostas principalmente de comidas preparadas ritualisticamente, velas, perfumes e flores, entre outros.

Em religiões como o Candomblé, o Batuque, o Tambor de Mina, entre outras, existe o sacrifício de animais, por ser considerado o sangue (axorô) veículo de Axé (Força Vital Universal), imprescindível para os ritos de iniciação. Essa prática não existe na Umbanda.

Os Orixás respondem nos ritos, principalmente através do toque do tambor e/ou dos cantos.

Os Orixás no Santo Daime

Embora o Mestre Raimundo Irineu Serra, fundador do Santo Daime, tenha nascido e se criado no Maranhão, terra do Tambor de Mina, sua Doutrina nunca fez nenhuma referência direta aos Orixás, embora seu hinário contenha chamadas de caboclos e encantados.

Foi através de seu discípulo, Daniel Pereira de Matos, o Mestre Daniel, fundador da Barquinha, que a expressão da religiosidade afro-brasileira, através dos transes de incorporação, veio a tornar-se mais consistente dentro do universo ayahuasqueiro brasileiro.

Foi também na corrente daimista de Sebastião Mota de Melo, o Padrinho Sebastião, que surgiu o Umbandaime, linha de trabalho que une a consagração do Daime as giras de Umbanda.

A Linha dos Orixás do Céu na Terra não é umbanda, nem candomblé e nem encantaria. Surgiu, ou, fez-se surgir, de forma expontânea, acreditamos, que por vontade dos próprios Orixás.

Nessa Linha não se trabalha nem com incorporações e nem com sacrifício de animais.

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